sexta-feira, 21 de junho de 2013

Halitose





Mais de 80% dos casos de halitose se originam na própria boca. São causados pela ação da flora bacteriana natural da nossa orofaringe sobre os alimentos que ingerimos. Possuímos mais de 600 tipos de bactérias na nossa cavidade oral, muitas delas capazes de produzir gases com odor devido à metabolização de materiais orgânicos, principalmente proteínas.

Dois pontos da cavidade oral são críticos: os dentes e a região posterior da língua, onde frequentemente ocorrem acúmulo da bactérias. O cheiro da halitose provém da produção de gases por bactérias após a metabolização de alimentos que ficam depositados nestas regiões.

Como é previsível, quanto menor for higiene bucal, mais bactérias existirão, mais detritos alimentares permanecerão na cavidade oral e mais intenso será o mau hálito. Inflamações como gengivites e periodontites, causadas por má higiene oral, também favorecem a halitose.

A saliva é uma antisséptico bucal natural. Além de possuir substâncias antibacterianas, ela ajuda no enxague da orofaringe, diminuindo os resíduos de bactérias e alimentos. Quanto mais ressecada for a boca, pior é o hálito.

Língua saburrosa

A saburra lingual, ou língua saburrosa, é outra causa comum de mau hálito. Esta alteração se manifesta como uma placa esbranquiçada composta por bactérias e células descamadas que se aderem à língua. A saburra costuma surgir por falta de hidratação na cavidade oral, geralmente por falta de saliva ou por uma deficiente escovação da língua. Entre outros fatores de risco para a saburra estão dormir de boca aberta, roncar, uso de antissépticos bucais à base de álcool e uso de aparelhos ortodônticos. Escovar a língua e beber bastante água para manter a boca sempre hidratada são simples modos de diminuir a incidência da saburra e, consequentemente, do mau hálito.

Um tipo de mau hálito extremamente comum e normalmente passageiro é aquele que ocorre ao acordarmos. Dois fatos contribuem para essa halitose:

1. Muitas pessoas dormem de boca aberta, levando a um ressecamento da boca durante a noite que, como já foi explicado anteriormente, leva ao mau hálito.

2. Porém, o fator mais importante é outro. Durante o sono, chegamos a ficar mais de 10 horas em jejum. O corpo precisa produzir energia constantemente e em períodos de jejum há pouca glicose disponível como combustível. O organismo passa então a queimar gorduras para produzir energia. A metabolização de gorduras leva à produção de corpos cetônicos, substâncias com odor forte que são eliminadas pelos pulmões. Reparem que toda vez que estamos com muita fome, ou em longos períodos de jejum, ficamos com mau hálito. Felizmente este é fácil de resolver; é só comer.


Tratamento do mau hálito

Como a grande maioria dos casos têm origem na boca, o dentista costuma ser o melhor especialista para diagnosticar e tratar a halitose. Já o otorrinolaringologista pode ser o melhor médico nos casos de mau hálito originado nas amígdalas, faringe ou nariz.

Algumas dicas podem resolver, ou pelo menos aliviar o problema:
  • Adequada higiene oral e uso frequente de fio dental.
  • Check-up dental regular.
  • Gargarejos com antissépticos orais, principalmente à noite.
  • Escovação da língua. Molhe sua escova com antissépticos orais em vez de pasta de dente (dentífrico) para limpar a língua.
  • Ingestão de líquidos para evitar desidratação e ressecamento da boca.
  • Chicletes sem açúcar aumentam a salivação e ajudam a "lavar" a boca. Cinco minutos de mastigação são suficientes.
  • Evitar álcool, café e cigarro.
  • Evitar longos períodos de jejum.
  • Alimentar-se bem no café da manhã.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Saude bucal: Doenças transmitidas pelo beijo

Um simples beijo na boca trocado com aquele cara ou menina que estava te olhando na balada pode transmitir desde uma gripe ou resfriado e até hepatite B. “Durante o beijo existe troca de fluido salivar, então toda a doença que usa a saliva como meio de contaminação cruzada, pode ser transmitida pelo beijo”, afirma o dentista Alexandre Morita. A boca, por ser escura e úmida, também é o local ideal para que os mil tipos diferentes de organismos que a habitam se desenvolverem. Além da gripe e da hepatite B, o ato pode transmitir mononucleose, cáries, gengivite, herpes labial, faringite e também amigdalite.

Abaixo veremos de uma maneira resumida  os dois problemas bucais mais comuns que podem ser transmitidos pelo beijo:

Gengivite
Quando não tratada, a gengivite, que é a inflamação da gengiva, evolui para um quadro de periodontite. A região fica vermelha e sangra. É causada pelo acúmulo de placa e tártaro nos dentes. Para tratar, é necessário fazer ir ao dentista fazer uma limpeza e manter os cuidados diários: “O principal cuidado que todos devem ter é escovar da maneira correta diariamente. Uma escovação correta consiste em utilizar a escova certa em todos os dentes e língua e passar fio ou fita dental, além de fazer visitas periódicas ao dentista, pelo menos de seis em seis meses” esclarece, Alexandre.

Cárie

O dentista também afirma que a cárie é uma doença multifatorial. Seu surgimento pode ocorrer devido à presença de carboidratos e sacarose na alimentação; estrutura sociocultural, aspectos hereditários e imonológicos, além dos microorganismos presentes na cavidade bucal, no entanto, estes não são determinantes, e sim, participativos. Há quem afirme que o contato pode transmitir a cárie.
Alexandre atenta que a única maneira de evitar qualquer contaminação de qualquer doença pelo beijo é sabendo quem beijar. Também é importante higienizar as mãos sempre que possível, não compartilhar objetos ítimos como escovas de dentes.

Fonte: Yahoo Mulher

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Curiosidade: Como funciona o aparelho ortodontico

A forma mais simples de entender como o aparelho fixo funciona é imaginar que cada bracket é uma alavanca que torna possível de controlar cada dente precisamente e individualmente. O fio ortodôntico é ligado em cada um dos brackets e, pelo fato do alinhamento dos dentes serem irregulares, tal fio deve ser capaz de se curvar para cima e para baixo através de cada dente. Esse é o ponto chave: o fio ortodôntico, desenvolvido na NASA, possui uma ótima memória de seu formato e irá gradualmente voltar a sua forma original, trazendo os dentes junto com ele.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Entrevista sobre clareamento com o Dr. Flávio

Confira no link abaixo:

http://noticias.r7.com/videos/saiba-quais-alimentos-comer-e-quais-evitar-para-manter-os-dentes-branquinhos/idmedia/517131630cf2df0bd82aade0.html

segunda-feira, 25 de março de 2013

Linha Alba



Linha Alba é uma alteração relativamente comum na mucosa oral. A causa principal do aparecimento da linha alba é pela pressão realizada por um movimento de sucção realizado pelo paciente.
Normalmente se apresenta como uma elevação linear bilateral assintomática. Se examinada com atenção, a linha alba segue o formato da oclusal dos dentes que no ato de pressão por sucção ficam em íntimo contato com os mesmos. No exame a palpação, o tecido apresenta uma consistência normal e o diagnóstico final é conseguido baseando-se apenas pelo exame clínico.
Qual o tratamento?
Não existe medicação para eliminar a linha alba. Deve-se orientar o paciente a eliminar o hábito de pressionar as bochechas contra os dentes.

Fonte: odontoblogia

quarta-feira, 6 de março de 2013

Tratamentos ortodônticos e a reabsorção dentária



Associada a mais de 90% dos dentes tratados ortodonticamente, a reabsorção radicular é caracterizada pela perda de volume na raiz do dente, o que resulta em milimétrico encurtamento. Esta alteração, em geral, não diminui a longevidade e a capacidade funcional dos dentes envolvidos. Por isso, é considerada comum ao tratamento ortodôntico e sem importância clínica.
O processo de reabsorção é causado por situações em que os tecidos dentários mineralizados(ossos) são eliminados ou destruídos pela aplicação de força, seja a exercida pelos aparelhos ortodonticos, traumas ou por tratamentos endodonticos e periodontal.
 A ortodontia é geralmente apontada como a principal causa da reabsorção radicular, por ser uma mecânica imposta, que implica movimentação dentária por meio da força.
Microscopicamente, a raiz dentária geralmente diminui entre 0,5 e três milímetros, perda considerada mínima em comparação aos benefícios gerados pelo tratamento ortodôntico, que promove a harmonia dos arcos dentários e normaliza a saúde bucal.
Casos de reabsorção mais severa podem acontecer, resultando em perda dos dentes. Por isso, a documentação ortodontica e o acompanhamento da ortodontista são fundamentais antes e durante o tratamento.
Em geral, quando identificada uma reabsorção radicular acima da considerada normal, a dentista deve suspender temporariamente o tratamento ortodôntico, dando aos dentes um tempo para “repouso”. Este tempo pode variar entre um e três meses, dependendo da severidade do problema.
Durante esse período, a necessidade da intervenção ortodôntica deve ser reavaliada de acordo com a situação encontrada e os riscos que ela representa, adaptando o tratamento a força e trauma que o dente pode suportar sem sofrer danos.

Fonte: BlogKamilaGodoy

sexta-feira, 1 de março de 2013

Higiene da escova de dente



É necessário que a escova de dente seja limpa, para eliminar as bactérias que causam cárie, gengivite e até gripe. A escova de dentes pode ser um meio de cultura entre germes, bactérias e fungos que pode se multiplicar rapidamente. Temos em média 900 espécies diferentes de bactérias que são capazes de sobreviver um dia inteiro em nossa escova de dente, prontinhas para entrar novamente em nossa boca na próxima escovação, inclusive microrganismos causadores de cárie, leveduras, parasitas intestinais etc.

Cuidados bem simples podem evitar tudo isso, se forem seguidos diariamente.
Antes de escovar os dentes, faça bochechos com água para retirar o excesso de resíduos de alimentos, para reduzir as chances de restos de comida permanecerem entre as cerdas provocando decomposição; Use também o fio dental; Deixe a escova secar completamente entre uma escovação e outra; Após escovar os dentes lave bem a escova com água corrente e morna e guarde-a em pé, dê batidas leves na escova (na palma da mão) para eliminar o excesso de água; Para evitar propagação de vírus o ideal é evitar o contato de uma escova com a outra, guarde as escovas em local fechado com divisórias que permitam a separação delas e as mantenham em pé para secar completamente. Borrife ou pingue gotas de antisséptico bucal nas cerdas e guarde-a com protetor também limpo. Tal procedimento diminui a quantidade de bactérias. Quando for escovar novamente, lave as cerdas em água corrente.